Wednesday, April 23, 2008

Poesia

A poesia de qualquer poesia está em suas entrelinhas.

Monday, April 7, 2008

Dividido

Chuva.
2 chocolates quentes
um croissant para dividir.
conversa jogada fora.

Em meio às minhas loucuras que conto sem o menor receio, entre as paredes pintadas e divididas de azul e vinho, alguém ri.

Podia parar o tempo um pouco mais ali.

Tuesday, April 1, 2008

....

E foi assim... em um dia de chuva, enquanto o domingo passava lá fora e ousava escorrer pelas janelas embassadas, que percebi que não estava mais como antes.
Não que houvesse algo concreto ou simplesmente fotografias.. Pois realmente não as tenho, nunca as tive. Só tenho, sem parar, a doce e amarga vontade de ter de volta.
De volta as tão pequenas e miúdas alegrias cotidianas que duraram tão pouco espaço de tempo.
E foi assim, ocultando, que cheguei ao que me dói mais hoje, o dia de ontem já tão distante e intangível, mas que ainda se atreve a me acompanhar todos os dias.
De mim, só lembrança ou algo assim depois da qual não haveria depois.
Te perdi de vista, mas saiba que esses olhos aqui ainda brilham, num canto escondido qualquer, ao te ver, e esperam poder olhar com ares de futuro e continuar aquilo que ficou....
À espera que o inesperado dê o sinal.

Sunday, March 30, 2008

Pedido perdido

A quem quiser ler… pouco me importa..
Sei que esse pedido aqui é em vão e não vai passar mais de uma tentativa jogada ao vento que você leia isso aqui e resolva parar o tempo a nosso favor.
Pedido perdido.

Esses versos mudos de rimas inexistentes só te pedem alguns dias de abril.
Aquele abril ….. de novo.

Silêncio

Percebi que escrevo tudo o que não consigo realmente dizer.. mas escrevo falando.. cada palavra é dita em voz alta.....cada palavra. E leio em silêncio, como se guardasse todas as palavras para mim, e não pudesse falar para não perdê-las.
Esse silêncio absoluto tão básico e contráditório que chega a ser compreensível aos olhos dos outros, que não eu.

Tuesday, March 25, 2008

Esperanças Verdes

Uma vez me disseram em um ato impensado que, talvez, a melhor sensação de todas era acordar, pois assim você sabia que não havia deixado de dormir por ninguém... Na hora achei que estava de acordo com tudo o que aquelas palavras jogadas, com ar de experiência magoada e certeza queriam dizer.
Hoje, acordei com a confirmação de que não é bem assim. Eu discordo disso. O melhor é enquanto durmo. Lá... Universo paralelo, onde vivemos a realidade do inconsciente, que segue suas vontades por mim escondidas e insiste em colocar você presente em minhas noites. E quando acordo, só me resta frustação, pois tudo volta a ser um nada. Sobram apenas olhos com esperanças verdes, de que de fato isso aconteça, deixados agora no passado momentâneo da forçada realidade acordada. Peço, então, à madrugada que não demore para chegar novamente ....

Friday, February 22, 2008

Branco e Preto

Menina colorida. Conheci uma menina colorida uma vez. Ela sim, sabia como ninguém estar em qualquer lugar se divertindo. Sorria para o mundo, para que o mundo sorrisse para ela, como uma troca de sentimentos. Sua euforia incansável e contagiante transbordava pelos olhos o que fazia com que não passasse despercebida. Ali ela não podia parar, não parava para não perder tempo de viver, não parava e mal respirava para aproveitar o máximo que podia de tudo que lhe era possível. Era como se sempre lambesse a panela de brigadeiro quente. Queria o melhor e sabia que estava ali, ao alcance dos dedos que por fim acabariam lambuzados e com gosto de quero mais. Na verdade, bem no fundo ela não parava para não ter que pensar, não parava para não ficar sozinha entre milhões de pessoas. Só depois, descobri que a mesma menina não tinha cores, era sim branco e preto.. nada mais. E tudo vivenciado era uma doce ilusão necessária criada por alguém que precisa amenizar a dor e o sentimento de um coração que já não bate mais na mesma intensidade. Esse tempo todo, o seu sorriso faz com que ela se cubra e brinque de marionete com ela mesma, e se engane de utopias enquanto que por dentro chora em silêncio e se desfaz, aos poucos, ficando pendurada apenas pelas linhas de náilon que a suportam.

Hoje sei que ela está tentando ver e vivenciar cores de novo.



(ei menina.... chorar no silêncio ou chorar para todo mundo ouvir... não faz diferença)
para ana